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O silêncio da dor. - Aysllander

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Há um tipo de dor que desaprendeu a fazer barulho. Ela não grita. Não implora. Não quebra nada. Apenas aprende a caminhar em silêncio. Com o tempo, a solidão deixa de ser visita. Torna-se estrada. E os passos, antes pesados, passam a ecoar como uma conversa entre a alma e o vazio. Quem sempre caminha sozinho descobre coisas que multidões jamais entenderão. Aprende que nem toda ausência machuca. Mas toda esperança que morre em silêncio deixa uma cicatriz que ninguém vê. Há dias em que o céu parece pesado demais. E, ainda assim, seguimos. Não queria ser forte. Mas, depois de tanto tempo, continuar andando tornou-se a única forma que encontramos de permanecer vivos. Talvez seja isso que o silêncio nunca conseguiu dizer: Quem anda sozinho não sonha com alguém que carregue seu fardo. Sonha apenas com um lugar onde finalmente possa descansar sem precisar fingir que a dor já foi embora.

Quem escreve também é escrito - Aysllander

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Dizem que sou eu quem cria meus personagens. Mas nunca contam que, a cada capítulo, eles também me recriam. Um me ensinou que coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de continuar mesmo tremendo. Outro partiu cedo demais e deixou em mim um luto que nenhum leitor imaginou existir. Há vilões que nasceram dos meus próprios defeitos. E heróis que surgiram das pessoas que um dia eu sonhei ser. Escrever não é fugir do mundo. É descer aos lugares onde nem sempre temos coragem de olhar quando estamos acordados. Cada página leva um pouco da minha voz. Cada frase carrega um pedaço do meu silêncio. E quando alguém diz: "Seu livro me mudou." Sorrio em segredo. Porque ninguém percebe que o primeiro leitor transformado por aquela história... fui eu.

Fale Agora — Capítulo 1 — Sabrina Gomes

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O motor do carro ronronava baixo, quase tímido, como se soubesse do peso do silêncio que o preenchia. As ruas, molhadas pelo orvalho da madrugada, refletiam as luzes dos postes em linhas tremeluzentes, partículas  de uma cidade que parecia sussurrar memórias antigas. Eu segurava o volante com firmeza, mas meus dedos tremiam levemente, carregando o impulso de lembranças que insistiam em se infiltrar na minha mente. Ela estava ali, sempre ali, ainda que invisível aos olhos do mundo. Uma sombra suave que se apoiava nos bancos traseiros da memória, respirando junto comigo. Não era apenas lembrança; era presença. Cada curva, cada freada, cada semáforo vermelho despertava uma lembrança de sua voz, de seu riso, do perfume que se agarrava às minhas roupas e à minha pele sem permissão. Eu sentia a nostalgia como um líquido frio correndo pelas veias, impossível de ignorar. O vento batia nas janelas fechadas, mas eu sentia sua ausência em cada estalo da lataria, em cada folha que passava ...

Ovelha ou lobo? - Aysllander

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Ovelha ou lobo? Talvez eu não seja uma ovelha entre o rebanho. Talvez eu seja um lobo. Mas não aquele que se disfarça. Sou o lobo que permanece à vista, no meio das ovelhas. Não para ferir. Mas para vigiar. Sou o cão pastor, aquele que enfrenta a noite Mesmo com presas e garras. para que outros não precisem sangrar no caminho.

NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER (PARTE FINAL). - MELISSA CLAREMONT.

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  Gatilhos: •Palavras de baixo calão. •Invasão de propriedade. •Perseguição (stalking) •Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas. •Relação obsessiva e possessiva. •Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo. •Personagem masculino que ultrapassa os limites (consensualmente). •Agressão física. Dominic Moretti Essa roupa da Scarlett estava me enlouquecendo. Talvez porque fazia muito tempo que eu não a via, não a tocava. Ou talvez fosse só desespero. Ela estava deitada em cima de mim, e suas pernas roçavam no meu pau. Eu não podia negar que aquilo estava gostoso pra caralho. Percebendo que eu estava quieto demais, ela perguntou: — O que foi, Dom? — perguntou, com voz inocente. — Você tá encostando em mim. Ela abriu um sorriso malicioso e roçou mais forte. — Vai se arrepender. — Acha que eu tenho medo? Faz três anos que estou sem você. Com os outros… não é igual — sua voz soou baixa. Ela deixou outros home...

O labirinto do pertencimento - Aysllander

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A mente é um castelo de areia e vidro, Onde o eco do trauma insiste em morar; Cada fenda é um segredo, um grito contido, De quem se perdeu tentando se encontrar. Há salas na alma que ninguém visita, Onde a poeira do ontem insiste em pousar, Uma dor silenciosa, uma voz que grita, Pelo simples direito de apenas estar. Corremos desertos de essência vazia, Buscando um lugar que nos chame de "lar", Na sede de ser, na pura agonia, Aceitamos o brilho que pode queimar. Pois pertencer é a fome que nunca se cala, Mesmo que o teto seja uma cela de gala, A mente é um mapa de rotas incertas, Entre portas fechadas e feridas abertas. Quem sou eu quando o espelho se quebra? E a imagem que resta não sei reconhecer. A busca é um fio que a dúvida celebra, No eterno dilema de ter que escolher: Entre o peso do ontem e o sonho de agora, Onde é que a alma finalmente demora? Somos feitos de fios que o tempo desfiou, Buscando o abraço que o medo negou.

Uma História MaLucca — Capítulo 4 — Heloísa Consone

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  Maria Eduarda Kolk Giordanni —Eu não vou no hospital por causa de uma misera virose! Vão rir da minha cara! Falar que eu sou um exagerado.    Palavras do meu querido primo… Lucca está puto por Maria Luísa ter me ligado pra ver se eu conseguia convencer ele de ir pro hospital. Ela tinha me ligado de vídeo e eu podia ver nitidamente que meu primo não tava com uma simples virose, Malu disse que ele tava febril, tinha vomitado não estava conseguindo comer nada porque tudo que ele comia ele passava mal; além de estar com uma forte dor abdominal, mas ele tá tão mal que vomitou o comprimido que tomou pra dor.   Eu preciso que convencê-lo de deixar a Malu levar ele pra um pronto socorro, eles moram na Argentina, os pais dele estão aqui no Brasil, não tem como outra pessoa dar um jeito, eles estão sozinhos lá, não vou ligar pro meu tio e dizer encarecidamente que o filho dele tá mal, não vai adiantar de nada fazer isso agora! Posso avisar depois, o que preciso ago...

NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER- Melissa Claremont.

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  Pa Dedicatória: Para todos aqueles que já foram obcecados por alguém a ponto de querer invadir sua casa. Para os homens que matariam para proteger sua amada. Para as mulheres que aceitariam ser chamadas de maníacas por lutarem por quem amam. E para todos que enlouqueceriam se tivessem que viver sem a sua pessoa. Este conto é para vocês. Gatilhos: •Palavras de baixo calão. •Invasão de propriedade. •Perseguição (stalking) •Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas. •Relação obsessiva e possessiva. •Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo. •Personagem masculino que ultrapassa os limites(consensualmente)  •Agressão física. Scarlett Mancini Costumam me chamar de maníaca, doente, lunática, sociopata… e outros apelidos que, na visão de alguns, são horríveis. Na minha visão? Eles estão certos. Eu sou uma doente. Uma sociopata de merda. E é por isso que eu estava invadindo o sistema de segurança de uma pess...