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Mostrando postagens de julho, 2026

O silêncio da dor. - Aysllander

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Há um tipo de dor que desaprendeu a fazer barulho. Ela não grita. Não implora. Não quebra nada. Apenas aprende a caminhar em silêncio. Com o tempo, a solidão deixa de ser visita. Torna-se estrada. E os passos, antes pesados, passam a ecoar como uma conversa entre a alma e o vazio. Quem sempre caminha sozinho descobre coisas que multidões jamais entenderão. Aprende que nem toda ausência machuca. Mas toda esperança que morre em silêncio deixa uma cicatriz que ninguém vê. Há dias em que o céu parece pesado demais. E, ainda assim, seguimos. Não queria ser forte. Mas, depois de tanto tempo, continuar andando tornou-se a única forma que encontramos de permanecer vivos. Talvez seja isso que o silêncio nunca conseguiu dizer: Quem anda sozinho não sonha com alguém que carregue seu fardo. Sonha apenas com um lugar onde finalmente possa descansar sem precisar fingir que a dor já foi embora.

Quem escreve também é escrito - Aysllander

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Dizem que sou eu quem cria meus personagens. Mas nunca contam que, a cada capítulo, eles também me recriam. Um me ensinou que coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de continuar mesmo tremendo. Outro partiu cedo demais e deixou em mim um luto que nenhum leitor imaginou existir. Há vilões que nasceram dos meus próprios defeitos. E heróis que surgiram das pessoas que um dia eu sonhei ser. Escrever não é fugir do mundo. É descer aos lugares onde nem sempre temos coragem de olhar quando estamos acordados. Cada página leva um pouco da minha voz. Cada frase carrega um pedaço do meu silêncio. E quando alguém diz: "Seu livro me mudou." Sorrio em segredo. Porque ninguém percebe que o primeiro leitor transformado por aquela história... fui eu.

Fale Agora — Capítulo 1 — Sabrina Gomes

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O motor do carro ronronava baixo, quase tímido, como se soubesse do peso do silêncio que o preenchia. As ruas, molhadas pelo orvalho da madrugada, refletiam as luzes dos postes em linhas tremeluzentes, partículas  de uma cidade que parecia sussurrar memórias antigas. Eu segurava o volante com firmeza, mas meus dedos tremiam levemente, carregando o impulso de lembranças que insistiam em se infiltrar na minha mente. Ela estava ali, sempre ali, ainda que invisível aos olhos do mundo. Uma sombra suave que se apoiava nos bancos traseiros da memória, respirando junto comigo. Não era apenas lembrança; era presença. Cada curva, cada freada, cada semáforo vermelho despertava uma lembrança de sua voz, de seu riso, do perfume que se agarrava às minhas roupas e à minha pele sem permissão. Eu sentia a nostalgia como um líquido frio correndo pelas veias, impossível de ignorar. O vento batia nas janelas fechadas, mas eu sentia sua ausência em cada estalo da lataria, em cada folha que passava ...

Ovelha ou lobo? - Aysllander

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Ovelha ou lobo? Talvez eu não seja uma ovelha entre o rebanho. Talvez eu seja um lobo. Mas não aquele que se disfarça. Sou o lobo que permanece à vista, no meio das ovelhas. Não para ferir. Mas para vigiar. Sou o cão pastor, aquele que enfrenta a noite Mesmo com presas e garras. para que outros não precisem sangrar no caminho.

NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER (PARTE FINAL). - MELISSA CLAREMONT.

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  Gatilhos: •Palavras de baixo calão. •Invasão de propriedade. •Perseguição (stalking) •Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas. •Relação obsessiva e possessiva. •Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo. •Personagem masculino que ultrapassa os limites (consensualmente). •Agressão física. Dominic Moretti Essa roupa da Scarlett estava me enlouquecendo. Talvez porque fazia muito tempo que eu não a via, não a tocava. Ou talvez fosse só desespero. Ela estava deitada em cima de mim, e suas pernas roçavam no meu pau. Eu não podia negar que aquilo estava gostoso pra caralho. Percebendo que eu estava quieto demais, ela perguntou: — O que foi, Dom? — perguntou, com voz inocente. — Você tá encostando em mim. Ela abriu um sorriso malicioso e roçou mais forte. — Vai se arrepender. — Acha que eu tenho medo? Faz três anos que estou sem você. Com os outros… não é igual — sua voz soou baixa. Ela deixou outros home...