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Contos na Entrelinhas — Capítulo 2 — Talita Vieira

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O GRUPO A notificação piscou na tela. [Grupo Criado: ENTRELINHAS] Descrição: Um espaço seguro para quem escreve com o coração. Gênero livre. Respeito acima de tudo. Mensagem fixada: “Aqui, cada palavra vale mais do que um rosto.” Primeiro Elis admin. do grupo. Convite: https://chat.whatsapp.com/KiLKgKDIdHn2OFmzjvi0Rq Depois, um a um, foram se juntando:  Clarice Luz,  C. Raven,  Sofia Éter,  Bruno M.,  Lipe Cássio…  e por fim,  Augusto. Na primeira noite, ninguém disse nada. Apenas uma mensagem solitária: Elis: “Bem-vindos. Nosso único combinado é sermos verdadeiros, ao menos nas palavras. Que seja um bom começo.”

Contos na Entrelinhas — Capítulo 1 — Talita Vieira

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No começo, éramos apenas nomes. Palavras soltas flutuando em uma caixa de mensagens. A escrita era o único rosto visível. E talvez, por isso mesmo, tenha sido tão fácil se abrir. Escrever, sim. Mas escrever para alguém que nunca te viu. Nunca vai te ver. Nunca deveria... O grupo nasceu de uma troca de mensagens:  “ Só eu ou mais alguém precisa de ajuda na escrita? Socorrrrrroooo” “ Não está sozinha nessa, vamos nos ajudar?” “ Tenho um grupo, podemos interagir e crescer juntos.” “ Vida de autor independente argh, eu topooooo” “ Vou enviar o link no PV de vcs” Sete aceitaram. Cinco permaneceram. E agora, um deles sumiu.  

Real ou não? — Ana Bia S. Silva

“No fundo do poço  No breu mais profundo Onde o sol já desistiu de raiar  As sombras me abraçam Uma pá devasta o chão sob meus pés  Afundando o que resta de mim As vezes me pergunto: E se essa pá for invenção da minha mente? E se as sombras que me abraçam são  na verdade meus demônios internos?  Estou cavando minha própria cova? Porque estou fazendo isso?”                 Eduardo Morros” Poesia tirada de "O século do amor silenciado" da autoria de Ana Bia S.Silva

Vermelho em Nós — Sabrina Gomes

VERMELHO EM NÓS Lembre-se do vermelho  não só da cor,   mas do sangue correndo quente,   da dor que queimava em silêncio.   Lembre-se da minha dor,   pois ela gritou no mesmo tom da sua,   mesmo que em bocas caladas,   mesmo que em olhares distantes.   Eu sei que você sentiu comigo,   porque nossos corações,   por um instante,   bateram no mesmo compasso ferido.   Talvez você também estivesse ferida,   e talvez,   em nossas feridas entrelaçadas,   houvesse um amor   que só sabia sangrar.