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Contos na Entrelinhas — Capítulo 2 — Talita Vieira

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O GRUPO A notificação piscou na tela. [Grupo Criado: ENTRELINHAS] Descrição: Um espaço seguro para quem escreve com o coração. Gênero livre. Respeito acima de tudo. Mensagem fixada: “Aqui, cada palavra vale mais do que um rosto.” Primeiro Elis admin. do grupo. Convite: https://chat.whatsapp.com/KiLKgKDIdHn2OFmzjvi0Rq Depois, um a um, foram se juntando:  Clarice Luz,  C. Raven,  Sofia Éter,  Bruno M.,  Lipe Cássio…  e por fim,  Augusto. Na primeira noite, ninguém disse nada. Apenas uma mensagem solitária: Elis: “Bem-vindos. Nosso único combinado é sermos verdadeiros, ao menos nas palavras. Que seja um bom começo.”

Contos na Entrelinhas — Capítulo 1 — Talita Vieira

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No começo, éramos apenas nomes. Palavras soltas flutuando em uma caixa de mensagens. A escrita era o único rosto visível. E talvez, por isso mesmo, tenha sido tão fácil se abrir. Escrever, sim. Mas escrever para alguém que nunca te viu. Nunca vai te ver. Nunca deveria... O grupo nasceu de uma troca de mensagens:  “ Só eu ou mais alguém precisa de ajuda na escrita? Socorrrrrroooo” “ Não está sozinha nessa, vamos nos ajudar?” “ Tenho um grupo, podemos interagir e crescer juntos.” “ Vida de autor independente argh, eu topooooo” “ Vou enviar o link no PV de vcs” Sete aceitaram. Cinco permaneceram. E agora, um deles sumiu.  

Fale Agora — Capítulo 1 — Sabrina Gomes

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O motor do carro ronronava baixo, quase tímido, como se soubesse do peso do silêncio que o preenchia. As ruas, molhadas pelo orvalho da madrugada, refletiam as luzes dos postes em linhas tremeluzentes, partículas  de uma cidade que parecia sussurrar memórias antigas. Eu segurava o volante com firmeza, mas meus dedos tremiam levemente, carregando o impulso de lembranças que insistiam em se infiltrar na minha mente. Ela estava ali, sempre ali, ainda que invisível aos olhos do mundo. Uma sombra suave que se apoiava nos bancos traseiros da memória, respirando junto comigo. Não era apenas lembrança; era presença. Cada curva, cada freada, cada semáforo vermelho despertava uma lembrança de sua voz, de seu riso, do perfume que se agarrava às minhas roupas e à minha pele sem permissão. Eu sentia a nostalgia como um líquido frio correndo pelas veias, impossível de ignorar. O vento batia nas janelas fechadas, mas eu sentia sua ausência em cada estalo da lataria, em cada folha que passava ...

NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER (PARTE FINAL). - MELISSA CLAREMONT.

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  Gatilhos: •Palavras de baixo calão. •Invasão de propriedade. •Perseguição (stalking) •Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas. •Relação obsessiva e possessiva. •Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo. •Personagem masculino que ultrapassa os limites (consensualmente). •Agressão física. Dominic Moretti Essa roupa da Scarlett estava me enlouquecendo. Talvez porque fazia muito tempo que eu não a via, não a tocava. Ou talvez fosse só desespero. Ela estava deitada em cima de mim, e suas pernas roçavam no meu pau. Eu não podia negar que aquilo estava gostoso pra caralho. Percebendo que eu estava quieto demais, ela perguntou: — O que foi, Dom? — perguntou, com voz inocente. — Você tá encostando em mim. Ela abriu um sorriso malicioso e roçou mais forte. — Vai se arrepender. — Acha que eu tenho medo? Faz três anos que estou sem você. Com os outros… não é igual — sua voz soou baixa. Ela deixou outros home...

NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER- Melissa Claremont.

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  Pa Dedicatória: Para todos aqueles que já foram obcecados por alguém a ponto de querer invadir sua casa. Para os homens que matariam para proteger sua amada. Para as mulheres que aceitariam ser chamadas de maníacas por lutarem por quem amam. E para todos que enlouqueceriam se tivessem que viver sem a sua pessoa. Este conto é para vocês. Gatilhos: •Palavras de baixo calão. •Invasão de propriedade. •Perseguição (stalking) •Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas. •Relação obsessiva e possessiva. •Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo. •Personagem masculino que ultrapassa os limites(consensualmente)  •Agressão física. Scarlett Mancini Costumam me chamar de maníaca, doente, lunática, sociopata… e outros apelidos que, na visão de alguns, são horríveis. Na minha visão? Eles estão certos. Eu sou uma doente. Uma sociopata de merda. E é por isso que eu estava invadindo o sistema de segurança de uma pess...