NA ESCURIDÃO: MINHA STALKER (PARTE FINAL). - MELISSA CLAREMONT.

 

Gatilhos:


•Palavras de baixo calão.

•Invasão de propriedade.

•Perseguição (stalking)

•Personagem feminina com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) Com traços sociopatas.

•Relação obsessiva e possessiva.

•Relações sexuais com força física e marcas reais deixadas no corpo.

•Personagem masculino que ultrapassa os limites (consensualmente).

•Agressão física.


Dominic Moretti

Essa roupa da Scarlett estava me enlouquecendo. Talvez porque fazia muito tempo que eu não a via, não a tocava. Ou talvez fosse só desespero. Ela estava deitada em cima de mim, e suas pernas roçavam no meu pau. Eu não podia negar que aquilo estava gostoso pra caralho. Percebendo que eu estava quieto demais, ela perguntou: — O que foi, Dom? — perguntou, com voz inocente. — Você tá encostando em mim. Ela abriu um sorriso malicioso e roçou mais forte. — Vai se arrepender. — Acha que eu tenho medo? Faz três anos que estou sem você. Com os outros… não é igual — sua voz soou baixa. Ela deixou outros homens encostarem no que me pertence? — Você tá louca? — viro ela na cama, ficando por cima. — Você deixou outro homem tocar em você? — minha raiva transparecia em cada palavra. — Você não estava aqui… — Foda-se. Você pertence a mim — rosno, irritado. Prendo suas mãos acima da cabeça. Seus olhos brilhavam em excitação. — Você vai pagar por ter deixado outro homem encostar no que é meu. A maldita sorriu. Essa diaba abriu o maior sorriso que já vi. — Faça o que quiser — disse, calma, me dando permissão. — Cala a boca — lhe dou um tapa. — Eu não mandei você falar. Saio de cima dela e vou em direção ao closet. Quando abro a última gaveta, encontro as coisas que usávamos antigamente. Faz tanto tempo que não uso nada disso… Não consegui transar com mais ninguém. Ninguém era ela. Ninguém gritava como ela. Eu estava tão duro que chegava a doer. Maldita. Eu vou fazer ela pagar por tudo. Pego a corrente que usava pra prender seu pescoço, as algemas, o chicote fino com a faixa de couro e os prendedores de seios. Ela ia sofrer — sofrer do jeito que ela gosta. Quando volto pro quarto, ela ainda está exatamente como deixei. A minha diabinha era maluca, mas não a ponto de me desobedecer. — Você vai gemer alto. Quero que todos nesse maldito bairro saibam a quem você pertence. Agora tire essa roupa. Bem devagar. Ela assente, se levanta da cama e fica em pé à minha frente. Seu corpo era tão pequeno que eu tinha medo de destruí-lo. Começa tirando o moletom, revelando uma blusa preta de alças. Depois tira a blusa, ficando só com o sutiã de renda, também preto. Era um pecado pensar isso, mas Deus… como eu senti falta desses peitos. Eles pareciam ter crescido nesses três anos. Quando desvio o olhar pra baixo, noto o coldre com a Glock preso à cintura. Do mesmo jeito que eu ensinei a ela. — Você estava armada esse tempo todo? — Pelo visto não sou só eu — ela olha pra baixo, focando nos meus olhos e depois no meu pau. Scarlett desafivela o coldre e o coloca em cima da mesa do quarto. Volta a tirar as roupas — agora é a calça cargo. Ela desliza o tecido lentamente e eu reparo na calcinha: minúscula e transparente. Quando suas mãos tocam a barra da calcinha, agarro seu pulso. — Não. Solto seu pulso, e a ruiva volta a se deitar na cama, esperando ordens. Coloco a corrente em seu pescoço, me certificando de que está bem presa. Algemas nos tornozelos, e prendo as mãos acima da cabeça. — Você conhece as regras. Vou fazer perguntas. Se errar, leva uma chicotada. Se acertar, eu faço algo por você. — Ok. — Por que deixou outro homem te tocar? — Porque eu estava enlouquecendo e precisava que alguém me tocasse. — Resposta errada. Dou uma chicotada em suas pernas e ela geme alto. — Ele te fez gritar como eu? Tocou do jeito que você gosta? — Não — sua resposta é sincera. — E você sabe por quê? — Porque ele não era você. — Exatamente, meu amor. Desço as mãos pelo seu corpo, sentindo ele se arrepiar. Toco suas coxas, e ela se sobressalta. — Shh… Acalmo ela e volto a tocá-la. Minha mão sobe e eu já posso sentir o calor da sua boceta. Toco e percebo o quanto ela está molhada. — Eu nem te toquei direito e você já tá assim? — É o efeito que você tem em mim. — Chega de perguntas. Acabou. Rasgo sua calcinha e toco seus lábios inferiores. Ela está encharcada, vermelha, inchada. Geme quando sente meus dedos. — Dom, por favor — sua voz sai como uma súplica. — O quê? Toco seu clitóris com o polegar e ela estremece. Abaixo o rosto e sugo com força, passando a língua por seus lábios. — Dominic… — geme, agarrando meu cabelo. — Isso. Geme bem alto pra mim. Volto a me concentrar. Sua boceta escorria, sugo sua excitação sem deixar escapar uma gota. Adiciono um dedo e ela geme mais alto. Depois, dois. Alterno as chupadas entre o clitóris e a entrada, movimentando os dedos com a língua dentro dela. — Assim, Dom… continua — sua voz estava entrecortada. Eu sabia que ela estava perto. Sugo com mais força, arrancando um gemido alto. Paro de chupar, olho para sua boceta vermelha, e dou um tapa direto no clitóris. Ela grita e goza. Volto a chupar, lambendo cada gota. Me deito sobre ela e a beijo. Um beijo agressivo, rápido, desesperado. Quente. Ela geme entre os beijos e, antes de soltá-la, mordo seu lábio inferior, ouvindo seu gemido manhoso. — Dominic, para de enrolar — ela pede, apressada como sempre. — Calada. Eu mando aqui, e vai ser do meu jeito. Desço os beijos e chupões pelo seu pescoço, sentindo-a arfar. Seu corpo estava quente, ela tremia de excitação e seu peito subia e descia descompassado. Pego os prendedores e os prendo nos seus mamilos, ouvindo-a gemer. — Eu senti falta disso — falo baixo. Aperto os prendedores, deixando a pressão mais forte. — Ah, Dom… — seu gemido era manhoso e desencadeava uma onda de prazer direto no meu pau. Ela estava do jeito que eu mais gostava: amarrada, nua, só pra mim. — Diga a quem você pertence. Ela permanece em silêncio, só pra me provocar. Dou uma chicotada no meio das suas pernas. — Diga. A. Quem. Você. Pertence — repito entredentes, dando outra chicotada, dessa vez bem no seu clitóris. — A você, Dom! — ela grita, gemendo alto pela dor. — Boa menina — acaricio sua cintura. Solto os prendedores dos seus seios e observo como eles estavam grandes, com os bicos vermelhos, rígidos. Coloco um deles na boca, passando a língua lentamente antes de mordiscar com cuidado. — Mais forte — ela pede, manhosa. — Assim? — mordo com força, e ela enfia a mão nos meus cabelos, puxando com agressividade. Alterno entre sugadas e mordidas. — Você devia bater mais. Sua voz diabólica me arranca dos seios. — É? Dou uma chicotada próxima aos seios. — Dom, ah… — sua voz é doce, provocante. Acerto sua barriga. Depois as coxas. Os braços. E novamente o vão entre suas pernas. — Chega de enrolar, Dominic. A voz dela soa ansiosa. É. Eu realmente precisava parar de enrolar, ou meu pau ia acabar rasgando a calça. Saio de cima dela e tiro minhas roupas. A camisa branca cai no chão, junto com a calça jeans e a cueca box preta. Seus olhos descem direto para o meu pau, e sua boca se enche de água. — Tão ansiosa assim? — provoco. — Me deixa te chupar — pede com os olhos brilhando. — Agora não. — Por favor, Dom… — Eu falei que não — rosno. — Dominic… — Não! — acerto sua barriga com uma forte chicotada. — Vai logo com isso. — Você tá tomando a pílula, né? — Claro. Entro nela sem avisar, e ela grita. — Tão gostosa… Tão apertada… Porra… — Mais forte! Aperto o ritmo das estocadas e ela crava as unhas nas minhas costas. — Me marque. Eu sou todo seu. Ela arranha com mais força, e eu tenho certeza que está arrancando sangue. — Eu vou foder essa boceta até você aprender a não deixar outro homem te tocar — aumento as investidas, sentindo ela me apertar ainda mais. — Porra… Tão apertada… E tão minha — minha voz sai rouca, animalesca. — Mais forte, Dominic! — ela grita. Esfrego seu clitóris com o polegar enquanto entro e saio com força. Tão molhada, tão gostosa. Minha. Só minha. A posse escurecia minha visão. — Goza pra mim, vai, diabinha. E como a boa e obediente garota que ela é, ela goza. E quando a boceta contrai, me arranca junto. Urramos juntos. Deito por cima dela, sentindo seu corpo exausto. — Eu senti sua falta — ela sussurra no meu ouvido, tentando regular a respiração. — Eu também, amor — beijo seu pescoço. — Eu vou cuidar das marcas que fiz em você. — Você nunca muda, né? — minha ruiva murmura. — Jamais. Eu faço as marcas… e eu cuido delas. — Você sabe que eu gosto das marcas, né? — Mas eu ainda preciso cuidar. Ela sorri. Eu a pego nos braços, encho a banheira com água morna e a coloco dentro com cuidado. Pego um algodão, molho e passo nas marcas com sangue. Ela faz uma carinha de dor. — Peguei pesado? — Não, amor. Você nunca pega pesado. Ela estava caindo de sono, e isso era nítido nos olhos. Sim, eu peguei pesado. Mas ela precisava. E eu também. Depois de limpá-la e dar banho, a levo de volta nos braços até o quarto. — Vamos vestir alguma coisa pra dormir, pequena. — Não… vamos dormir assim. Ela se agarra em mim. — Pelo menos a roupa íntima. Eu ainda tenho suas lingeries, vou pegar pra você. Pego uma lingerie rosa-claro, a preferida dela, e uma cueca preta pra mim. Ajudo-a a se vestir e deito com ela nos braços. Seus cabelos vermelhos se espalham sobre o meu peito enquanto ela se aconchega. — Foi incrível, Dom. — Como sempre, diabinha — sorrio. — Agora descansa. — Você não vai sair, né? — Nunca. Eu vou estar aqui quando você acordar. Ela adormece nos meus braços, e fico observando ela dormir… até apagar também. Scarlett Mancini Acordei no dia seguinte antes dele. Dom estava com um dos braços enrolado na minha cintura, sua respiração era suave e seu coração batia lentamente, forte e constante. Como eu senti falta de acordar nos braços dele… Tiro delicadamente seu braço da minha cintura e me levanto, indo até o banheiro. Quando me olho no espelho, vejo as marcas da noite anterior estampadas no meu corpo. Um sorriso surge nos meus lábios. A sensação de ter suas marcas em mim de novo é maravilhosa. Me dá um déjà-vu dos velhos tempos. Visto uma camisola de cetim branca e coloco o roupão por cima. Queria fazer o café da manhã pra nós dois. Vou até a cozinha, coloco a água no fogo e começo a preparar o café, enquanto deixo o bolo começando a ganhar forma. Estava concentrada, até que a campainha toca. Quem diabos seria essa hora? Abro a porta… e me deparo com Domenico, o pai do Dominic. O mesmo homem que foi responsável por nos afastar. O mesmo filho da puta que tirou o amor da minha vida de mim. Por instinto, levo a mão à cintura, procurando pela Glock. Mas ela não estava lá. É claro que não. Eu não esperava uma visita desse tipo. Assim que ele me vê, sua expressão se contorce de ódio, raiva… e nojo. — Scarlett Mancini — ele cospe meu nome. — Domenico Moretti — cruzo os braços, firme. — Achei que tinha sido bem claro quando mandei você sumir da vida do meu filho. A voz dele sai carregada de raiva. — Eu jamais abandonaria o amor da minha vida por sua causa. — Você vai. Por bem ou por mal. Ele avança. Me empurra. Caio no chão com o impacto. — Você ficou louco?! — a voz rouca e furiosa do Dominic preenche o ambiente. — Você enlouqueceu de vez de encostar nela?! Ele avança contra o próprio pai e o soca com toda força no rosto. Dominic socou o próprio pai. Sim. No meio da sala. Um direto no nariz de Domenico Moretti. — Se você encostar nela de novo, eu te mato — Dominic segura o pai pelo colarinho, com os olhos em chamas. — Quem você pensa que é, seu moleque?! — Domenico retruca, irritado. — Você me separou dela uma vez. Mas não vai acontecer de novo. Você nunca mais vai tirar a Scarlett de mim! Dom o empurra porta afora e a bate com força. Ele corre até mim. Eu já estava sentada no sofá. Se ajoelha na minha frente. — Você tá bem, pequena? — pergunta, passando a mão no meu cabelo. — Estou, amor — tento acalmá-lo. — Ele nunca mais vai encostar em você. Eu nunca vou permitir. Ele segura minha mão, fazendo um carinho suave. — Eu sei disso — sorrio. — Fiquei tão preocupado quando te vi no chão… acordei e você não estava na cama. — Queria te fazer um café da manhã… mas o seu pai me atrapalhou. — Maldito Domenico. Os olhos de Dom estavam em chamas, pupilas dilatadas, ódio crescendo. — Eu vou matá-lo. — Não, Dom. Você não vai. Ele vai pro quarto. Quando volta, já está com outra roupa: a que ele usa quando sai de moto. — Eu vou junto. E nem adianta tentar impedir. Coloco a calça cargo que usei ontem, uma camisa branca dele, o coldre na cintura. Eu não sabia sair sem a Glock. Era costume. Um hábito que ele mesmo me ensinou. Desde o momento em que me ensinou atirar. Calço os coturnos, visto a jaqueta de couro preta — a que usamos sempre que saímos de moto. Desço até a garagem. Ele está diante da Yamaha R6, já com o capacete. Coloca o meu em mim, ajeita as luvas, sobe na moto e me ajuda a subir. O ronco do motor ecoa alto quando ele acelera. Fazia tanto tempo que não andávamos juntos… O vento batia no meu rosto, e a adrenalina tomava conta de mim. A cada curva fechada, eu o agarrava com mais força. Isso só fazia ele acelerar mais. O painel marcava 180 km/h. A moto podia chegar a 280. Estávamos na metade do inferno. Dominic sempre foi assim. Descontava raiva na velocidade. Nas corridas. Numa das nossas brigas, ele quase morreu. Paramos no nosso lugar. A parte reservada da estrada, onde sempre parávamos nas fugas. Desço e me encosto na moto. Ele olha ao redor e puxa a Colt M1911 do coldre. Mira numa árvore. Três tiros certeiros. — Chega. — tomo a arma das mãos dele. Subo na moto e guardo a Colt no meu coldre. Seus olhos brilham de luxúria ao me ver ali. — Eu vou te comer. E não vou ser carinhoso. — Eu não pedi. Ele sobe atrás de mim, firme, firme o bastante para não cairmos. Abre minha calça, empurra a calcinha pro lado e enfia dois dedos dentro de mim. Movimentos fortes, rápidos. Seu polegar esfrega meu clitóris. Gemo alto no ouvido dele. — Gostosa… — ele murmura. — Tira a jaqueta e essa camisa. O tom de ordem me faz ficar ainda mais molhada. Obedeço. Ele desabotoa meu sutiã, agarra meu seio, leva à boca e chupa devagar, mordendo o bico, me torturando. Tombo a cabeça contra seu ombro, gemendo alto, arranhando suas costas. Nem percebi que ele tinha aberto a calça. Estava se masturbando ali, na minha frente. — Senta aqui. Obedeço, encaixando seu pau dentro de mim. — Sua boceta se encaixa perfeitamente no meu pau. Parece que foi feita só pra mim. — E foi. — Eu sei que foi. Contraio por dentro, do mesmo jeito da noite passada. Ele rosna no meu ouvido. — Faz de novo. Eu faço. — Porra, diabinha… assim você me enlouquece. Ele dá um tapa nos meus seios, depois espalma a mão na minha barriga. — Ah, amor… — meu gemido sai alto, manhoso. Me esfrego nele e na moto. — Goza pra mim, diabinha. Me deixa relembrar os velhos tempos… quando você molhava essa moto inteira de porra. Sua fala me arrepia. E o meu corpo, que pertence a ele, obedece. Gozo forte, tombando a cabeça em seu ombro. — Boa menina. Ele continua estocando até gozar também. Sai de dentro de mim, me aconchega nos braços. Seus olhos, antes tomados por ódio, agora eram puro amor. — Você tá bem? — pergunta com voz baixa e suave. — Sim. — Quer ir pra casa? — Ainda não me recuperei por completo. — Tudo bem, pequena. Ele me aperta mais forte. — Eu te amo, diabinha. — Eu também te amo, amor. Me encolho nos braços dele. Tão relaxada que acabo cochilando ali mesmo, sobre ele. Nos braços de Dominic, eu sempre me sinto segura. É o meu porto seguro. Meu lugar favorito. Ninguém vai tirá-lo de mim. Não de novo. Eu mato quem se aproximar dele. Dominic Moretti é meu. E só meu.

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