Postagens

Mostrando postagens com o rótulo gênero: fantasia

Primordial — Capítulo 4 — Tribalcilinder

Entre o Vinho e a Ansiedade O ponteiro do relógio parecia mais lento… as horas não passavam. Eu só queria chegar logo no hotel… não conseguia pensar em mais nada  Desci a escadaria do hotel rapidamente… parecia maior que o normal.  “Preciso me acalmar.” O vento batia no rosto enquanto eu curtia o caminho nada convencional em direção ao restaurante Il Comandante. Será que ela tá hospedada lá? Se tiver, ela subiu muito da vida. Depois de tanto tempo, porque só agora ela voltou? A cada quarteirão uma dúvida surgia em minha mente. Ao chegar, parei diante da fachada do hotel. A construção imponente, iluminada pelas luzes suaves da noite de lua cheia, chamava atenção... mas naquele momento, meu olhar estava fixo na porta, aguardando a chance de ver Anna.  O restaurante fica no último andar, com elevador próprio para clientes.  Até porque era um dos principais Rooftoop da cidade. “Boa noite, tudo bom? Suas chaves por gentileza.” “Aah sim… às chaves, tá aqui.” Não tô acostum...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 02 [...] O cheiro de folhas e grama voltou antes de qualquer memória, tomando meu olfato aos poucos até forçar meus olhos a abrir. Ergui a mão poucos centímetros à frente do rosto, lutando para manter o foco enquanto até o menor feixe de luz queimava. Demorei alguns segundos para me adaptar ao fim de tarde. O céu brilhava em tons rosados, bonito demais para confiar. Minha visão oscilou por um instante. A dor veio inteira, sem aviso. Rolei no chão, prendendo o grito, até encontrar meu pulso esquerdo. Não havia sangue, nem sinal de luta. Ainda assim, cortes profundos e irregulares rasgavam o dorso da minha mão, avançando até as unhas do polegar, indicador, médio e mindinho. O ferimento não era superficial, garras teriam feito aquilo… se partissem de dentro. Travei o maxilar ao ouvir um ruído agudo e insistente surgir às minhas costas. No bolso traseiro, meu celular vibrava sem parar, revivendo o pesadelo que se colou em mim. Na tela, um número desconhecido pulsava, implorand...

Primordial — Capítulo 3 — Tribalcilinder

A Anna A agência tava um caos desde cedo. Gente entrando e saindo, telefone tocando, alguém reclamando em italiano, do outro lado do corredor… sexta-feira parecia pior naquele lugar. E no meio disso tudo? Minha mesa. Lotada de pastas. Telefone da escrivaninha toca. “Me dê boas notícias, já avaliou o material que coloquei em sua mesa?” Aquele ramal era do Giovanni, um dos sócios da agência. E sinceramente? A última pessoa com quem eu queria falar agora. “Estou terminando de avaliar! Tem alguma preferência em específico?” “Não não, apenas estou ansioso… faça no seu tempo, confio na sua avaliação!.”  “Tudo bem… assim que eu terminar deixo o escolhido na sua mesa.” “Ótimo.” E eu nem tinha começado a avaliação. Entre uma xícara de café e outra, eu avaliava as pastas espalhadas pela mesa. Fotógrafos de várias partes da Itália. E sinceramente? Giovanni tinha separado nomes excelentes dessa vez. Matteo, Alessandro, Stefano, Lucca… “Lucca…?” Estranhamente parei por 5 segundos tentando bu...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 01 [...] Uma névoa escura dançava com o fluxo da água, condensando-se em um par de olhos flamejantes, laranja vivo. O olhar fixo em mim ia além da superfície. Caí sentada, tremendo incontrolavelmente, enquanto a sombra densa emergia da cachoeira e rastejava até mim sem pressa. Ela chegou perto, pressionando minha audição até o som desaparecer. Por um instante, a ferida em minha mão pulsou, como se reconhecesse o perigo. Então, a sombra avançou e se fundiu à minha sem resistência, até não restar vestígio do que acabara de acontecer. [...] •Você acabou de ler um trecho do meu livro em desenvolvimento. Algumas cenas, frases e detalhes ainda podem mudar ao longo do caminho. Mesmo assim, decidi compartilhar pequenos fragmentos desse universo antes mesmo dele estar completo. 

Primordial — Capítulo 2 — Tribalcilinder

Um Brinde à Doce Espera A sensação de areia entre os dedos passou quando entrei em casa. Porcaria de pressão familiar… ou sei lá. As mãos suavam, e nem a brisa do mar entrando pela janela me acalmava. A paisagem da sacada até ajudava a relaxar… principalmente com a cerveja. Mas a ansiedade não deixava. Com a brisa no rosto e o som dos pássaros, acabei cochilando depois de algumas latinhas. Mesmo assim, minha cabeça não parava. Só pensava em quando finalmente estivesse frente a frente com ela. Antes de dormir, olhei a foto do casal. Tão felizes. Será que a felicidade é algo que se constrói ou só acontece? Quem sabe o que o destino me reserva pra amanhã… talvez uma chance com a Anna… Ah não, viaja. A noite passou voando e eu nem percebi. E eu tô sem roupa pra encontrar a Anna. Várias camisas jogadas sobre a cama, ansiedade, indecisão… todos os temperos de um encontro numa sexta-feira à noite. Clima frio de uma linda noite na Itália. Olho pra minha câmera fotográfica e penso: “Levo ou não...

Primordial — Capítulo 1 — Tribalcilinder

Entre o Mar e a Memória Nunca fui o jovem dotado de talentos, não que eu me lembre, mas meus amigos da escola sempre diziam que minhas fotografias eram as melhores quando nos reunimos em alguma festa. Não me lembro da última vez que saí com meus amigos, se é que eu ainda tenho algum, mas aqui estou com uma câmera em mãos, capturando momentos felizes em frente ao mar Mediterrâneo. Coincidência? Talvez… As ondas se quebram nas rochas enquanto ajusto o foco da lente. Mas eu queria que o destino me proporcionasse um reencontro com Anna. Faz anos que não a vejo, nem sei por onde anda. Quando terminamos a escola, ela foi fazer faculdade fora do país e eu nunca mais tive notícias. Coincidência… eu acho. Ou talvez eu só precise acreditar nisso. "Luccaaa?" “Foi mal, onde paramos?” "Já acabou, você mesmo disse antes de perder o foco. Ainda precisa de mais fotos ou já podemos acabar com essa tortura? Meus pés estão matando" "Aaaah… deixa eu conferir aqui", onde estav...