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Mostrando postagens com o rótulo gênero: romance

Sol em Brasa, Tempestade Rara — Sabrina Gomes

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E eu te espero, amor, Com a calma de quem sente demais. Conto os dias, os ventos, os silêncios, Para que eu possa te sentir Para enfim te ter não só em pensamento, Mas nos braços  Onde o amor toma forma e morada. Meu corpo, Fiel ao desejo, Anseia seu toque como terra seca implora por chuva. E eu sigo aqui, Esperando seu beijo acender as brasas adormecidas no meu peito, Esperando seu amor Como se o tempo fosse ponte e você, meu destino. E eu te espero, amor, Com a alma inquieta e os olhos no tempo. A noite tem fome das estrelas, Meu corpo clama por você, Sua ausência arde como chama contida em pele fria. E eu sigo esperando, Na esperança de um momento Em que o fogo do seu beijo finalmente venha aquecer meu coração que sempre irá te chamar Lecrivain.sabrina

Amor roxo - Melissa Claremont.

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  Querido diário, Quero dedicar esta página para o amor da minha vida,  Álvaro, isto é para você.  Nós nos conhecemos quando tínhamos apenas dezenove anos, e no exato momento que nossos olhos se encontraram eu já sabia que tinha me apaixonado por você.  Que você pegaria o meu coração.  Eu agradeço a Díos todos os dias por ter você, em todos os momentos, nós vivemos tantas coisas, o seu amor sempre foi o que me deu forças para continuar.  Mesmo quando não tínhamos muitas coisas, mesmo quando não tínhamos dinheiro, sempre estávamos juntos, cumpríamos todos os dias os nossos votos de casamento e as coisas que prometemos no altar, que estaríamos juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e em todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos separe.  Obrigada por cuidar de mim, por sempre estar quando eu precisava.  Nós estávamos juntos em todos os momentos, no nascimento de nosso filho, na compra do Andrômeda e principalmente nos momentos...

Uma História MaLucca — Capítulo 2 — Heloísa Consone

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  Lucca Moretti Giordani    E daí que ela queria saber, sei que ela quer me ajudar, mas não se vira pra alguém e fala que está com dor abdominal! Isso é vergonhoso e claramente inadequado.    Eu não estou com nada além disso, é coisa boba, vai passar.    Não estou querendo comer e to meio enjoado, mas acho que tem tudo haver com o que estou passando. Engraçado, nunca fui de ter esse tipo de problema, agora? Minha barriga está até dura, eu me sinto uma grávida!    Estou desde a madrugada com dor e só está aumentando, mesmo que eu tenha tomado buscopan e a pouco, minha cabeça também começou a doer.    Eu tive uma ideia, ela iria me ajudar e eu não precisava dizer tudo isso a ela. Eu não havia tentado isso, como não pensei?!  —Maria, a gente tem chá em casa?  —Se temos chá? —Assenti. —Tem, quer um chá?  —Quero. —Assenti. —Acho que vai me ajudar.  —Tá bem, vou fazer pra você.  —Valeu....

Limites para amar — Talita Vieira

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Prólogo “ Miserável homem que sou! Quem me libertará deste corpo sujeito à morte?” (Romanos 7:24)  O apartamento trazia à tona lembranças difíceis de encarar. Os pensamentos em torno da palavra divórcio, despertando assim a velha Lisandra. Ela precisava novamente ter o poder, o controle, a confirmação de que ainda podia desarmar o homem que agora falava em missões e em "uma tal de Fernanda". Ela não podia perder. Ela não queria perder. Ela não iria perdê-lo.  — José Pedro… (o sussurro dela foi um laço)— Você sentiu minha falta?  A batalha nos olhos dele era visível. A razão gritava "não", mas a memória da pele gritava mais alto. A santidade que ele buscava parecia uma armadura pesada demais para aquele momento de fragilidade.  E quando ele sussurrou "por favor", não era um pedido de pare. Era um lamento de quem já estava entregue. Aquela noite foi um reencontro puramente físico que buscava no calor do corpo um alívio para o frio da alma. Foi uma vitória am...

Uma História MaLucca — Capítulo 1 — Heloísa Consone

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  Malu Cavalcanti    Talvez pareça maluquice, onde já se viu morar junto com o próprio amigo de infância?! Filho de seu padrinho que é amigo de seu pai desde que eram crianças e cujo seu pai é padrinho dele?!   Porque é exatamente isso que eu fiz a meses.    Não houve necessidade alguma de protesto a favor, até porque tanto eu quanto Lucca achamos isso uma completa maluquice, nossos pais acharam genial! Eles que pensaram nisso!   É, ninguém mandou os dois cdfs conseguirem a proeza de passar na Universidade Federal do Buenos Aires. Eu nem sabia que ele havia prestado para cá, mas faz sentido se levarmos em conta que ambos de nós sempre tivemos o sonho de estudar fora do país. Não sei, só sempre quis viver um pouquinho num lugar diferente.    E confesso que apesar de ter sido maluquice nossos pais terem tido uma ideia tão maluca de nos falar para morar no mesmo apartamento eu estou gostando disso.    Eles...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 02 [...] O cheiro de folhas e grama voltou antes de qualquer memória, tomando meu olfato aos poucos até forçar meus olhos a abrir. Ergui a mão poucos centímetros à frente do rosto, lutando para manter o foco enquanto até o menor feixe de luz queimava. Demorei alguns segundos para me adaptar ao fim de tarde. O céu brilhava em tons rosados, bonito demais para confiar. Minha visão oscilou por um instante. A dor veio inteira, sem aviso. Rolei no chão, prendendo o grito, até encontrar meu pulso esquerdo. Não havia sangue, nem sinal de luta. Ainda assim, cortes profundos e irregulares rasgavam o dorso da minha mão, avançando até as unhas do polegar, indicador, médio e mindinho. O ferimento não era superficial, garras teriam feito aquilo… se partissem de dentro. Travei o maxilar ao ouvir um ruído agudo e insistente surgir às minhas costas. No bolso traseiro, meu celular vibrava sem parar, revivendo o pesadelo que se colou em mim. Na tela, um número desconhecido pulsava, implorand...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 01 [...] Uma névoa escura dançava com o fluxo da água, condensando-se em um par de olhos flamejantes, laranja vivo. O olhar fixo em mim ia além da superfície. Caí sentada, tremendo incontrolavelmente, enquanto a sombra densa emergia da cachoeira e rastejava até mim sem pressa. Ela chegou perto, pressionando minha audição até o som desaparecer. Por um instante, a ferida em minha mão pulsou, como se reconhecesse o perigo. Então, a sombra avançou e se fundiu à minha sem resistência, até não restar vestígio do que acabara de acontecer. [...] •Você acabou de ler um trecho do meu livro em desenvolvimento. Algumas cenas, frases e detalhes ainda podem mudar ao longo do caminho. Mesmo assim, decidi compartilhar pequenos fragmentos desse universo antes mesmo dele estar completo. 

Fomos Feitos Poesia, Não Permanência — Aysllander

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Eu te reconheceria em qualquer era. No silêncio de uma biblioteca antiga, numa estação vazia sob chuva, ou entre milhares de rostos esquecíveis. Porque almas iguais carregam o mesmo cansaço nos olhos. Você me encontraria também. Pela maneira como escondo tempestades atrás de gentileza, pela forma absurda como ainda acredito no amor mesmo depois dos escombros. Mas existir não basta. Nunca bastou. Há encontros que Deus escreve apenas para que duas pessoas saibam que eram reais. Não para que permaneçam. E então seguimos… como dois planetas condenados à mesma órbita, vendo um ao outro de longe, sentindo a gravidade, mas separados por um universo inteiro. Talvez em outra vida o tempo fosse menos cruel. Talvez em outra era nossos nomes terminassem na mesma casa, na mesma mesa de café, na mesma velhice tranquila. Mas nesta… nesta vida fomos feitos poesia, não permanência. E talvez seja por isso que dói tanto. Porque algumas almas nasceram não para ficar, mas para deixar cicatrizes...

Vermelho em Nós — Sabrina Gomes

VERMELHO EM NÓS Lembre-se do vermelho  não só da cor,   mas do sangue correndo quente,   da dor que queimava em silêncio.   Lembre-se da minha dor,   pois ela gritou no mesmo tom da sua,   mesmo que em bocas caladas,   mesmo que em olhares distantes.   Eu sei que você sentiu comigo,   porque nossos corações,   por um instante,   bateram no mesmo compasso ferido.   Talvez você também estivesse ferida,   e talvez,   em nossas feridas entrelaçadas,   houvesse um amor   que só sabia sangrar.