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Contos na Entrelinhas — Capítulo 2 — Talita Vieira

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O GRUPO A notificação piscou na tela. [Grupo Criado: ENTRELINHAS] Descrição: Um espaço seguro para quem escreve com o coração. Gênero livre. Respeito acima de tudo. Mensagem fixada: “Aqui, cada palavra vale mais do que um rosto.” Primeiro Elis admin. do grupo. Convite: https://chat.whatsapp.com/KiLKgKDIdHn2OFmzjvi0Rq Depois, um a um, foram se juntando:  Clarice Luz,  C. Raven,  Sofia Éter,  Bruno M.,  Lipe Cássio…  e por fim,  Augusto. Na primeira noite, ninguém disse nada. Apenas uma mensagem solitária: Elis: “Bem-vindos. Nosso único combinado é sermos verdadeiros, ao menos nas palavras. Que seja um bom começo.”

Contos na Entrelinhas — Capítulo 1 — Talita Vieira

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No começo, éramos apenas nomes. Palavras soltas flutuando em uma caixa de mensagens. A escrita era o único rosto visível. E talvez, por isso mesmo, tenha sido tão fácil se abrir. Escrever, sim. Mas escrever para alguém que nunca te viu. Nunca vai te ver. Nunca deveria... O grupo nasceu de uma troca de mensagens:  “ Só eu ou mais alguém precisa de ajuda na escrita? Socorrrrrroooo” “ Não está sozinha nessa, vamos nos ajudar?” “ Tenho um grupo, podemos interagir e crescer juntos.” “ Vida de autor independente argh, eu topooooo” “ Vou enviar o link no PV de vcs” Sete aceitaram. Cinco permaneceram. E agora, um deles sumiu.  

Limites para amar — Talita Vieira

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Prólogo “ Miserável homem que sou! Quem me libertará deste corpo sujeito à morte?” (Romanos 7:24)  O apartamento trazia à tona lembranças difíceis de encarar. Os pensamentos em torno da palavra divórcio, despertando assim a velha Lisandra. Ela precisava novamente ter o poder, o controle, a confirmação de que ainda podia desarmar o homem que agora falava em missões e em "uma tal de Fernanda". Ela não podia perder. Ela não queria perder. Ela não iria perdê-lo.  — José Pedro… (o sussurro dela foi um laço)— Você sentiu minha falta?  A batalha nos olhos dele era visível. A razão gritava "não", mas a memória da pele gritava mais alto. A santidade que ele buscava parecia uma armadura pesada demais para aquele momento de fragilidade.  E quando ele sussurrou "por favor", não era um pedido de pare. Era um lamento de quem já estava entregue. Aquela noite foi um reencontro puramente físico que buscava no calor do corpo um alívio para o frio da alma. Foi uma vitória am...