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Mostrando postagens com o rótulo tipo: poesia

Entre o fim e o recomeço mais uma vez - Aysllander

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Estou entre o fim e o recomeço outra vez,  onde o cansaço me convida a ficar;  a alma sussurra: "desista, de uma vez",  mas o peito ainda insiste em respirar.  Talvez permanecer também seja partir,  deixando morrer quem eu já não consigo ser;  porque há finais que ensinam a existir,  e recomeços que só nascem sem ninguém perceber. 

Entre todas as horas estarei aqui - Aysllander

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Há quem me encontre apenas quando o mundo desaba, quando o peito já não suporta o próprio peso, quando a alegria implora por testemunhas ou quando a vida parece não oferecer mais um amanhecer. E eu os recebo. Carrego cicatrizes que a consciência nunca me deixou esquecer; conheço o gosto amargo do arrependimento e sei que o passado não devolve nenhum passo. Por isso caminho olhando para o futuro, tentando fazer do homem que fui apenas a raiz daquele que ainda posso me tornar. Entre tantos defeitos que me habitam, um jamais consegui cultivar: a indiferença diante da dor de alguém. Então, se um dia precisar, venha. Venha com o sorriso de uma pequena conquista ou com as lágrimas de uma grande derrota. Pode gritar, silenciar, rir ou simplesmente permanecer em paz; deste lado haverá um coração disposto a ouvir sem julgar, guardar seus segredos como quem protege um jardim da tempestade e dividir o peso das suas emoções. Talvez eu seja apenas alguém que também precisou ser ouvido ...

O silêncio da dor. - Aysllander

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Há um tipo de dor que desaprendeu a fazer barulho. Ela não grita. Não implora. Não quebra nada. Apenas aprende a caminhar em silêncio. Com o tempo, a solidão deixa de ser visita. Torna-se estrada. E os passos, antes pesados, passam a ecoar como uma conversa entre a alma e o vazio. Quem sempre caminha sozinho descobre coisas que multidões jamais entenderão. Aprende que nem toda ausência machuca. Mas toda esperança que morre em silêncio deixa uma cicatriz que ninguém vê. Há dias em que o céu parece pesado demais. E, ainda assim, seguimos. Não queria ser forte. Mas, depois de tanto tempo, continuar andando tornou-se a única forma que encontramos de permanecer vivos. Talvez seja isso que o silêncio nunca conseguiu dizer: Quem anda sozinho não sonha com alguém que carregue seu fardo. Sonha apenas com um lugar onde finalmente possa descansar sem precisar fingir que a dor já foi embora.

Quem escreve também é escrito - Aysllander

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Dizem que sou eu quem cria meus personagens. Mas nunca contam que, a cada capítulo, eles também me recriam. Um me ensinou que coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de continuar mesmo tremendo. Outro partiu cedo demais e deixou em mim um luto que nenhum leitor imaginou existir. Há vilões que nasceram dos meus próprios defeitos. E heróis que surgiram das pessoas que um dia eu sonhei ser. Escrever não é fugir do mundo. É descer aos lugares onde nem sempre temos coragem de olhar quando estamos acordados. Cada página leva um pouco da minha voz. Cada frase carrega um pedaço do meu silêncio. E quando alguém diz: "Seu livro me mudou." Sorrio em segredo. Porque ninguém percebe que o primeiro leitor transformado por aquela história... fui eu.

Ovelha ou lobo? - Aysllander

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Ovelha ou lobo? Talvez eu não seja uma ovelha entre o rebanho. Talvez eu seja um lobo. Mas não aquele que se disfarça. Sou o lobo que permanece à vista, no meio das ovelhas. Não para ferir. Mas para vigiar. Sou o cão pastor, aquele que enfrenta a noite Mesmo com presas e garras. para que outros não precisem sangrar no caminho.

O labirinto do pertencimento - Aysllander

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A mente é um castelo de areia e vidro, Onde o eco do trauma insiste em morar; Cada fenda é um segredo, um grito contido, De quem se perdeu tentando se encontrar. Há salas na alma que ninguém visita, Onde a poeira do ontem insiste em pousar, Uma dor silenciosa, uma voz que grita, Pelo simples direito de apenas estar. Corremos desertos de essência vazia, Buscando um lugar que nos chame de "lar", Na sede de ser, na pura agonia, Aceitamos o brilho que pode queimar. Pois pertencer é a fome que nunca se cala, Mesmo que o teto seja uma cela de gala, A mente é um mapa de rotas incertas, Entre portas fechadas e feridas abertas. Quem sou eu quando o espelho se quebra? E a imagem que resta não sei reconhecer. A busca é um fio que a dúvida celebra, No eterno dilema de ter que escolher: Entre o peso do ontem e o sonho de agora, Onde é que a alma finalmente demora? Somos feitos de fios que o tempo desfiou, Buscando o abraço que o medo negou.

Renascimento da originalidade - a arte de ser invisível aos olhos da normalidade. — Eu não sou poeta

Começo aqui meu recado: Ser original é a única coisa que valoriza seu relato. Escrevo bloco de textos depois os reparto. Repito. Respiro. Retrato. Gosto da arte na parte retórica. Como um projétil de um revólver, resvalo, em problemas que reviro. Perguntas me surgem – respondo, Conto algumas mentiras que me servem de respaldo. As consequências retornam é um reflexo, dos problemas que reato. Leia de novo meu refrão: Começo aqui meu recado. Ser original é a única coisa que valoriza seu relato. Escrevo bloco de textos depois os reparto. Repito. Respiro. Retrato. Fui do Rio a Recife, na volta busquei redenção. Refleti, renovei, reinventei, e resisti. Os problemas eu relevo, meus poemas eu ressalto. Releia, novamente, meu refrão: Gosto da arte na parte do relato, como um projétil de um reflexo. Perguntas me surgem – respaldo. Conto algumas mentiras que me servem de recado. Fui relevo, problemas, poemas e refrão. Perdoe a minha repetição, sei que sempre repito, reluto, mas novamente repito. ...

O que o Algoritmo não vê - Aysllander

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Nunca estivemos tão ligados, e tão distantes do calor. Mil vozes cruzam os ouvidos, mas poucas tocam nossa dor. Buscamos luz nas notificações, fugindo do próprio vazio. Trocamos abraços por reações, e afeto por um brilho frio. No fim, o silêncio faz lembrar, o que o algoritmo não vê. Que a alma não quer se mostrar, ela só quer alguém que a lê.

- Lua cheia. — Eu não sou poeta

L ua cheia , quanto mais próxima, mais derramo lágrimas enquanto rio. Espero que você me leia. Transbordo palavras enquanto oceano. Profundidade.  A maturidade deixou meu poema frio. Jesus Cristo, pedi uma santa ceia, o senhor me deste pão, o que tenho de aprender com isto? A solidão. Ondeia. Enjoei do balanço, deitei-me no barco, ou melhor, na cama que me norteia. Ouvi uma canção, a literatura é um canto de sereia. Mesmo assim me afogo na interpretação. Faço cada onda que me ricocheteia. Afogo-me na minha própria criação. Tudo isso faz parte da transformação. Hoje é noite de Lua cheia. Agora sou lobisomem; um tanto quanto homem, um tanto quanto baleia. Mas...poeta?  ainda não.

Papel Picado — Eu não sou poeta

Rasguei pela manhã meus poemas, voaram fagulhas de papel pelo ar, respirei a fotossíntese dos meus problemas, suspirei meu sentimento que estava a voar. A foto, síntese das letras, formam grafemas, perguntas questionam dilemas que nos proíbem de questionar. Transformei em arte o sopro da vida, criei personagens, lugares, comida. Transfusarei meu sangue vermelho ao oxigênio, parafraseei linhas que jamais serão lidas, parafusei parafusos confusos que usei. Tentarei no próximo milênio, as mesmas linhas que já usei. Fiz chover papel picado , relato de um coração destroçado. Fiz chover lágrimas de um olhar carregado, fruto caído de um pé cortado. Antigo, amassado. Tudo que havia passado. Hoje faço. Rasgo aquilo que posso, mas nunca esqueço. Digo que nunca quis isso, enquanto choro e soluço. Tento colher mas tá tudo escasso, às vezes rezo o pai nosso, pago até aquilo que não sei o preço, flerto com o compromisso e com o inverno russo. Vento, Ventania , leva-me tudo que escrevo, traga-me de v...

Sol em Brasa, Tempestade Rara — Sabrina Gomes

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E eu te espero, amor, Com a calma de quem sente demais. Conto os dias, os ventos, os silêncios, Para que eu possa te sentir Para enfim te ter não só em pensamento, Mas nos braços  Onde o amor toma forma e morada. Meu corpo, Fiel ao desejo, Anseia seu toque como terra seca implora por chuva. E eu sigo aqui, Esperando seu beijo acender as brasas adormecidas no meu peito, Esperando seu amor Como se o tempo fosse ponte e você, meu destino. E eu te espero, amor, Com a alma inquieta e os olhos no tempo. A noite tem fome das estrelas, Meu corpo clama por você, Sua ausência arde como chama contida em pele fria. E eu sigo esperando, Na esperança de um momento Em que o fogo do seu beijo finalmente venha aquecer meu coração que sempre irá te chamar Lecrivain.sabrina

Moléculas — Ana Bia S. Silva

Um universo de moléculas e uma molécula no universo. Sons feitos por mim, giram em torno de meus pensamentos. Enquanto o universo segue imenso. No ruído do mundo minha voz se perde. Mas quando estou em minha própria companhia, percebo que até o menor som pode carregar a imensidão da alma. E mesmo sendo só uma molécula no meio de muitas obras. Eu ainda vibro. Eu ainda existo.                                                 Ana Bia S.Silva 

As pessoas — Aysllander

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Algumas pessoas não chegam fazendo barulho. Chegam como o inverno: silenciosas, frias por fora, mas carregando tempestades inteiras debaixo da pele. Você olha nos olhos delas e sente. Existe alguma coisa ali tentando sobreviver em silêncio. Como uma casa antiga com rachaduras escondidas atrás da tinta nova. Bonita à distância. Desmoronando aos poucos por dentro. E quase ninguém percebe. Porque a depressão raramente se parece com os filmes. Às vezes ela veste roupas normais, vai ao trabalho, responde “tô bem” automaticamente e sorri enquanto sente o peito afundar como alguém preso no fundo do mar assistindo a própria vida acontecer longe da superfície. Às vezes ela aparece na louça acumulada por dias, nas mensagens não respondidas, no banho adiado, na exaustão absurda de quem lutou a noite inteira contra pensamentos que ninguém viu. E a ansiedade… Ah, a ansiedade é cruel. Ela transforma o coração em uma sirene constante. Faz a mente criar tragédias com a mesma facilidade que...

Livramento — D.C Melo

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Sobre(viver) — Talita Vieira

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Quem é você? Quem você deseja ser? Quais as prioridades da sua vida? Como você deseja viver? Quem é você? Um nome? Um número de CPF?  Fomos educados e moldados para ser o que escolheram para nós. Mas é isso que somos? Ou simulamos ser o que esperam de nós? Isso puxa a próxima pergunta. Quem você deseja ser? Ser é escolha e escolher sempre trás consequências. Tudo está relacionado com nossas atitudes, e, nossas atitudes dependem das nossas prioridades. Então, Quais são suas prioridades hoje? Quais as prioridades da sua vida? Prioridades, propósitos, valores, princípios é isso que fará de você quem é. Te fará escolher o caminho que deseja seguir. O que nos leva a... como deseja viver? A vida não é fácil por não entendermos onde colocar os nossos olhos. Viver vai muito além dos poucos anos que temos nessa terra.  Pra mim viver é entender o privilégio de seguir o propósito de Deus nas nossas vidas. Entender assim como viver, pra onde olhar. Hebreus 12:1 Portanto, também nós, uma v...

Encaixe — Heloísa Consone

  “Encaixe  Não sei mais o que sou, me moldei tanto que me perdi, mas o importante é que dessa forma, eu me encaixo devidamente no quebra cabeça, sem que ninguém sonhe que sou uma peça intrusa. Mas aqui, sozinha, eu posso finalmente ser eu. Pois, se não caibo no quebra cabeça do mundo, posso eu mesma me entender no meu próprio quebra cabeça que ninguém entenderia.  Isadora Oliveira" Poema retirada do livro "O Quebra Cabeça" -Heloísa Consone 

Real ou não? — Ana Bia S. Silva

“No fundo do poço  No breu mais profundo Onde o sol já desistiu de raiar  As sombras me abraçam Uma pá devasta o chão sob meus pés  Afundando o que resta de mim As vezes me pergunto: E se essa pá for invenção da minha mente? E se as sombras que me abraçam são  na verdade meus demônios internos?  Estou cavando minha própria cova? Porque estou fazendo isso?”                 Eduardo Morros” Poesia tirada de "O século do amor silenciado" da autoria de Ana Bia S.Silva

Energizados — Talita Vieira

Clap clap clap Clap escuro  Clap claro Clap escuro  Clap claro  Clap clap clap  — G?  — hum!!! — Sabe o que um poste perguntou pro outro? — Eu não PG... — Essa fiarada é toda sua? Kkkkkkkkkkk  Clap escuro clap claro De um poste a outro pendurado  De um poste a outro interligado  As vezes em quarteto, trio, duplo ou unitário. De poste em poste passando dos dois lados. Vão dançando, se enroscando Só não pode ser descascado.  Não importa a quantidade o que vale é a qualidade e o que traz no seu trabalho  Se tem fio tenha cuidado  pois tá muito energizado Energia pra levar  claridade ao nosso lar Na cidade ou no mato  De concreto ou de aço  De madeira lá no alto. Se tem poste com fio apoiado Certamente que tá ligado. É assim com a gente também.  Dando a mão pra quem tá do lado Seja um ou dois  Seja três ou quatro  E se elevar ao quadrado  Estamos todos interligados. Passando energia de um pro outro...

O Eco Que Fica — D.C Melo

Há quem passe pela vida como quem atravessa uma estação vazia: olhos no relógio, coração em silêncio, mãos cheias de pressa e vazias de céu. Mas a vida… Aaah, a vida não foi feita para ser apenas sobrevivida. Ela é esse sopro breve entre o primeiro choro e a última saudade. Um intervalo pequeno demais para odiar tanto, para adiar abraços, para engolir sonhos inteiros, só porque o mundo mandou. No fim, ninguém leva os móveis da sala, os boletos pagos, os dias em que venceu discussões bobas. O que fica, é o eco do amor que demos, o nome que alguém ainda sussurra com carinho, a risada presa nas paredes da casa, as marcas invisíveis que deixamos em outros corações. A perda ensina coisas cruéis. Ela arranca pessoas da nossa mesa e deixa cadeiras falando sozinhas. Mas também ensina que amar vale o risco da dor. Porque só sente falta quem teve a coragem de amar profundamente. E sobreviver… Sobreviver não é continuar respirando. É continuar acreditando mesmo depois dos destroços. É plantar um ...

(in) visibilidade — Talita Vieira

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Invisível   Estado de não ser reconhecido, sentido de não ser percebido ou notado. Vai além da simples incapacidade física de ser visto, abrangendo a sensação de ser ignorado, de não ter sua presença ou sua voz reconhecida. Os passos se perdem na pressa alheia, Construindo muros de solidão onde a alma vagueia. A invisibilidade veste o não pertencer, Um nó na garganta impedindo o florescer. A tristeza que anda disfarçada na face, pintada em sorriso que na dor é disfarce. A gritaria morando bem aqui, Em uma boca calada, fechada, lacrada, enfim. Como se segura este peso profundo? Nem sobre isso se fala, no mundo. Dizer a quem, afinal, neste ermo caminho? Se a alma anda sozinha, sem ter seu ninho. Na invisibilidade, a vida escorre, Sem eira nem beira, o olhar não socorre. Passando na multidão, um espectro silente, A própria existência, um quase acidente. Mas essa sombra não é perpétua estada, Como a vida terrena, finda na jornada? Está escrito na palavra sagrada... Do pó vi...