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Mostrando postagens com o rótulo autor: Eu não sou poeta

Renascimento da originalidade - a arte de ser invisível aos olhos da normalidade. — Eu não sou poeta

Começo aqui meu recado: Ser original é a única coisa que valoriza seu relato. Escrevo bloco de textos depois os reparto. Repito. Respiro. Retrato. Gosto da arte na parte retórica. Como um projétil de um revólver, resvalo, em problemas que reviro. Perguntas me surgem – respondo, Conto algumas mentiras que me servem de respaldo. As consequências retornam é um reflexo, dos problemas que reato. Leia de novo meu refrão: Começo aqui meu recado. Ser original é a única coisa que valoriza seu relato. Escrevo bloco de textos depois os reparto. Repito. Respiro. Retrato. Fui do Rio a Recife, na volta busquei redenção. Refleti, renovei, reinventei, e resisti. Os problemas eu relevo, meus poemas eu ressalto. Releia, novamente, meu refrão: Gosto da arte na parte do relato, como um projétil de um reflexo. Perguntas me surgem – respaldo. Conto algumas mentiras que me servem de recado. Fui relevo, problemas, poemas e refrão. Perdoe a minha repetição, sei que sempre repito, reluto, mas novamente repito. ...

- Lua cheia. — Eu não sou poeta

L ua cheia , quanto mais próxima, mais derramo lágrimas enquanto rio. Espero que você me leia. Transbordo palavras enquanto oceano. Profundidade.  A maturidade deixou meu poema frio. Jesus Cristo, pedi uma santa ceia, o senhor me deste pão, o que tenho de aprender com isto? A solidão. Ondeia. Enjoei do balanço, deitei-me no barco, ou melhor, na cama que me norteia. Ouvi uma canção, a literatura é um canto de sereia. Mesmo assim me afogo na interpretação. Faço cada onda que me ricocheteia. Afogo-me na minha própria criação. Tudo isso faz parte da transformação. Hoje é noite de Lua cheia. Agora sou lobisomem; um tanto quanto homem, um tanto quanto baleia. Mas...poeta?  ainda não.

Papel Picado — Eu não sou poeta

Rasguei pela manhã meus poemas, voaram fagulhas de papel pelo ar, respirei a fotossíntese dos meus problemas, suspirei meu sentimento que estava a voar. A foto, síntese das letras, formam grafemas, perguntas questionam dilemas que nos proíbem de questionar. Transformei em arte o sopro da vida, criei personagens, lugares, comida. Transfusarei meu sangue vermelho ao oxigênio, parafraseei linhas que jamais serão lidas, parafusei parafusos confusos que usei. Tentarei no próximo milênio, as mesmas linhas que já usei. Fiz chover papel picado , relato de um coração destroçado. Fiz chover lágrimas de um olhar carregado, fruto caído de um pé cortado. Antigo, amassado. Tudo que havia passado. Hoje faço. Rasgo aquilo que posso, mas nunca esqueço. Digo que nunca quis isso, enquanto choro e soluço. Tento colher mas tá tudo escasso, às vezes rezo o pai nosso, pago até aquilo que não sei o preço, flerto com o compromisso e com o inverno russo. Vento, Ventania , leva-me tudo que escrevo, traga-me de v...