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Amor roxo - Melissa Claremont.

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  Querido diário, Quero dedicar esta página para o amor da minha vida,  Álvaro, isto é para você.  Nós nos conhecemos quando tínhamos apenas dezenove anos, e no exato momento que nossos olhos se encontraram eu já sabia que tinha me apaixonado por você.  Que você pegaria o meu coração.  Eu agradeço a Díos todos os dias por ter você, em todos os momentos, nós vivemos tantas coisas, o seu amor sempre foi o que me deu forças para continuar.  Mesmo quando não tínhamos muitas coisas, mesmo quando não tínhamos dinheiro, sempre estávamos juntos, cumpríamos todos os dias os nossos votos de casamento e as coisas que prometemos no altar, que estaríamos juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e em todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos separe.  Obrigada por cuidar de mim, por sempre estar quando eu precisava.  Nós estávamos juntos em todos os momentos, no nascimento de nosso filho, na compra do Andrômeda e principalmente nos momentos...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 02 [...] O cheiro de folhas e grama voltou antes de qualquer memória, tomando meu olfato aos poucos até forçar meus olhos a abrir. Ergui a mão poucos centímetros à frente do rosto, lutando para manter o foco enquanto até o menor feixe de luz queimava. Demorei alguns segundos para me adaptar ao fim de tarde. O céu brilhava em tons rosados, bonito demais para confiar. Minha visão oscilou por um instante. A dor veio inteira, sem aviso. Rolei no chão, prendendo o grito, até encontrar meu pulso esquerdo. Não havia sangue, nem sinal de luta. Ainda assim, cortes profundos e irregulares rasgavam o dorso da minha mão, avançando até as unhas do polegar, indicador, médio e mindinho. O ferimento não era superficial, garras teriam feito aquilo… se partissem de dentro. Travei o maxilar ao ouvir um ruído agudo e insistente surgir às minhas costas. No bolso traseiro, meu celular vibrava sem parar, revivendo o pesadelo que se colou em mim. Na tela, um número desconhecido pulsava, implorand...

Trechos — Thamy_Mor

Fragmento n° 01 [...] Uma névoa escura dançava com o fluxo da água, condensando-se em um par de olhos flamejantes, laranja vivo. O olhar fixo em mim ia além da superfície. Caí sentada, tremendo incontrolavelmente, enquanto a sombra densa emergia da cachoeira e rastejava até mim sem pressa. Ela chegou perto, pressionando minha audição até o som desaparecer. Por um instante, a ferida em minha mão pulsou, como se reconhecesse o perigo. Então, a sombra avançou e se fundiu à minha sem resistência, até não restar vestígio do que acabara de acontecer. [...] •Você acabou de ler um trecho do meu livro em desenvolvimento. Algumas cenas, frases e detalhes ainda podem mudar ao longo do caminho. Mesmo assim, decidi compartilhar pequenos fragmentos desse universo antes mesmo dele estar completo. 

Enredos da vida — Heloísa Consone

Estou com saudade, sinto uma falta, falta daquilo que não tive ao mesmo tempo que possui; daquilo que era tão pequeno e ao mesmo tempo tão imenso.  Falta daquilo que não era nada, mas a mim?  Ah a mim aquilo era tudo! Um tudo confuso que me deixava viva! Pois minha vida é abastecida pelos devaneios, as histórias me alimentavam.  E tu me fizera criar tantas! Quando no fim não tinha nenhum enredo.  H.C 16/03/2026