Primordial — Capítulo 5 — Tribalcilinder
Mistérios ocultos
Nápoles, Itália.
A noite estava fria, eu me sentia feliz e relaxado por causa do vinho. Não queria que aquela noite terminasse. Meus pensamentos estavam em Anna, então decidi dar uma volta.
Comprei algumas cervejas e fui até a praia, que não era tão longe dali.
O barulho do mar Mediterrâneo estava maravilhoso, e a cerveja… deliciosa. Tirei meus sapatos para sentir a areia fria entrar entre os dedos.
Pra ficar perfeito, só faltava a Anna.
Entre um gole e outro lembrei do livro que ela tinha me dado. Peguei o livro e comecei a analisá-lo.
As folhas eram duras, pareciam de papiro, mas eu não tinha certeza.
Passei os dedos por uma das páginas e encontrei novamente aquele nome.
Tiamat.
Em um livro tão antigo, aquilo despertou minha curiosidade.
Decidi reler o trecho com mais atenção.
"E a água salgada de Tiamat ainda não tinha sido misturada com a água doce de Apsu. Quando nenhum deus ainda tinha sido criado."
Enquanto eu lia aquele trecho, senti a água do mar bater nos meus pés. Franzi a testa. Eu podia jurar que tinha me sentado mais longe da água.
levantei e andei um pouco para fora da água. Sentia O vento forte e gelado me causando calafrios, eu estava decidido a ler aquele livro. Abri o livro novamente enquanto dava um gole na cerveja, que já não estava mais gelada como antes.
Enquanto eu tentava entender o conteúdo do livro, ouvi as ondas do mar baterem com força. Novamente a água estava em meus pés. Olhei para o mar com olhos de revolta e vi algo na água… uma silhueta de pessoa, mas feito de água. Levantei-me assustado, sem entender o que estava acontecendo. Tentando enxergar melhor esfreguei os olhos, mas ao abrir já não havia mais nada, e eu já estava longe do mar novamente. Olhei para a garrafa de cerveja, perguntando-me.
“Será que eu bebi demais?”
Olhei para o livro que eu tinha soltado na areia. Quando o peguei, senti novamente um vento gélido passar pelo meu corpo.
"Melhor eu ir para casa", falei em voz alta.
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