Sol em Brasa, Tempestade Rara — Sabrina Gomes


E eu te espero, amor,
Com a calma de quem sente demais.
Conto os dias, os ventos, os silêncios,
Para que eu possa te sentir
Para enfim te ter não só em pensamento,
Mas nos braços 
Onde o amor toma forma e morada.
Meu corpo,
Fiel ao desejo,
Anseia seu toque como terra seca implora por chuva.
E eu sigo aqui,
Esperando seu beijo acender as brasas adormecidas no meu peito,
Esperando seu amor
Como se o tempo fosse ponte e você, meu destino.
E eu te espero, amor,
Com a alma inquieta e os olhos no tempo.
A noite tem fome das estrelas,
Meu corpo clama por você,
Sua ausência arde como chama contida em pele fria.
E eu sigo esperando,
Na esperança de um momento
Em que o fogo do seu beijo finalmente venha aquecer meu coração que sempre irá te chamar

Comentários

  1. Amo a forma como sua escrita toca na alma, transforma algo abstrato em palavras que atravessam o peito.

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  2. Que seja amor, que venha amor❤️❤️❤️

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  3. A construção do poema remete a brasa. Genial, eu literalmente vi os versos pegarem fogo o fofo que mantem acesa a chama do amor

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  4. Muy hermoso, me llegó al corazón. Que intencidad SOS puro amor !!

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  5. Há esperas que machucam, mas também revelam a profundidade do que sentimos. Quando o amor é verdadeiro, até o tempo parece aprender a falar o nome de quem esperamos. Que um dia toda espera encontre seu abraço.

    Por isso é a minha poetisa favorita

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