Entre Ecos e Silêncios - Aysllander

Eu não escrevo palavras — eu as liberto,
arranco do peito aquilo que o mundo calou.
Cada verso carrega um peso invisível,
de tudo aquilo que ninguém escutou.

Sou feito de pausas mal interpretadas,
de olhares que gritam sem emitir som.
Carrego nas mãos cicatrizes em forma de letras,
e no silêncio… encontro meu dom.

Já fui ruína espalhada no tempo,
restos de algo que o vento levou.
Mas até nos escombros plantei resistência,
e em meio ao fim… algo em mim renovou.

Porque escrever nunca foi sobre beleza,
é sobre coragem de se revelar.
Quem lê meus versos não sai intacto,
e eu… também não saio de lá.

Comentários

  1. Um poema bem forte e com uma identidade vibrante, dá pra sentir a verdade em cada verso e se identificar também. A abertura e o final estão muito bons, especialmente a ideia de “libertar” palavras e de ninguém sair intacto.
    Admiro muito o autor!!

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  2. Excelente! Cada verso foi bem construído.

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